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absorsor

A absorção sonora e o comportamento acústico dos revestimentos

05/03/2018 | | Posts Publicados: 5

O som que é percebido em espaços fechados é uma combinação do som direto (proveniente diretamente das fontes sonoras) e das reflexões sonoras em outros objetos e superfícies. Assim, em acústica de salas (ou arquitetônica), quer o som direto quer as reflexões têm um papel primordial na qualidade acústica desses espaços e, obviamente, na qualidade de vida de quem os usufrui.

Quando uma onda sonora choca com uma superfície, parte da energia é transmitida, outra é absorvida e a restante é refletida. A distribuição de energia incidente nestes 3 fenômenos depende das propriedades acústicas da superfície.

Uma superfície (material ou sistema) que reflita pouca energia sonora diz-se ABSORSOR SONORO; uma que reflita bastante a energia sonora diz-se REFLETOR (ESPECULAR) e uma que a disperse a energia incidente em todas as direções diz-se DIFUSOR ACÚSTICO. Tendo desempenhos complementares, se utilizados corretamente, contribuem de forma decisiva para um correto condicionamento acústico. E, obviamente, o mesmo material poderá ter um comportamento diferente em função da frequência, isto é, dependendo da frequência do som o sistema pode ter um comportamento de refletor, difusor e absorsor.

Para se quantificar o efeito que uma superfície tem sobre a energia sonora que reflete, define-se o coeficiente de absorção sonora, α. Este parâmetro é adimensional e “mede” a energia que não é refletida em relação à energia que incide na superfície. Em termos matemáticos escreve-se:

 

Absorção Sonora

Desta forma, do ponto de vista teórico, a absorção sonora máxima corresponde a α=1.0 e um refletor perfeito corresponde a um α=0.0. Contudo, devido ao método de ensaio utilizado para caracterizar os sistemas absorsores acústicos, acontece muitas vezes surgirem nos respectivos boletins de ensaio valores superiores a 1.0.

Para se perceber a diferença entre conceitos tão distintos como isolamento acústico e absorção sonora, podemos pegar no caso de uma porta aberta entre duas salas:

  • Toda a energia sonora passa de uma sala para a outra Isolamento sonoro nulo!
  • Toda a energia sonora incidente na “porta aberta” não é refletida de volta absorção sonora α=1.0!

Ou seja, uma abertura é, do ponto de vista de condicionamento acústico, um absorsor perfeito mas ao mesmo tempo um péssimo isolante!

Não existem per si materiais isolantes acústicos – é a sua utilização integrada numa dada solução construtiva que permite melhorar o isolamento – o isolamento sonoro tem mais a ver com as soluções construtivas do que com os materiais em si. O exemplo típico da confusão reinante na construção civil é a lã de rocha, que é, de fato, um absorsor sonoro. Contudo, se for utilizada no interior num paramento duplo (seja de alvenaria ou leve, tipo parede dupla de gesso cartonado ou madeira) melhora o isolamento sonoro. Não é pela sua massa mas sim porque, efetivamente, absorve a energia sonora no interior do paramento, reduzindo o efeito negativo da ressonância da cavidade.

Para concluir, a maioria dos painéis acústicos da linha ACÚSTICA XXI da Ambi Brasil faz parte de um sistema de revestimento que se destina a controlar as reflexões e, quando aplicados da forma correta, refletem pouco a energia sonora incidente, sendo por isso considerados ABSORSORES. Existem, porém, alguns painéis no portfólio ACÚSTICA XXI que se destinam a “espalhar” a energia sonora incidente, sendo por isso DIFUSORES.

É na conjugação destes diferentes produtos (quer em termos de quantidades quer em termos da respectiva localização – muito importante) que um consultor de acústica pode ajudar um arquiteto a ter um projeto adequado às necessidades do seu cliente.

 

Autor: Eng. Ricardo Patraquim

 

A Ambi Brasil possui laudos acústicos realizados em laboratórios que provam a eficiência de cada produto.

CONFIRA O NRC (TAXA DE ABSORÇÃO ACÚSTICA) DE CADA PRODUTO:

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Texturas Acústicas